Música

BaianaSystem em São Paulo

Parece que eles vieram para ressignificar a cidade. Acho importante escrever isso, não só porque senti, mas também porque parece histórico. Desculpe-me as comparações, mas tem um quê de “Sampa” – a música – o acontecimento de sábado, pós carnaval. BaianaSystem ensina a gente a respirar. E saber: alguma coisa acontece no meu coração.

Música feita de céu, foi o que Russo Passapusso falou assim que começaram. De baixo, onde a terra é tão próxima, me pergunto de onde sai som de um céu que mal se vê? É fé de gente que faz e canta. É confiar que a gente pode respirar fundo, porque vai encontrar ar – não tem outro jeito. E se o corpo não dá conta, tem as rodas de amor.

Não sei quem foi que escutou a gente, mas pareceu muito bem afinado: precisávamos. Desse pulo para começar diferente. Dessa união de gente que não tem melhor que o outro. Dessa necessidade de juntar corpos pra sentir que sente. Desse grito de dignidade que é falado com harmonia. Dessa mistura de cores e gostos.

Achei que São Paulo não estaria preparado para Baiana. Coitada de mim. É nosso e sem fronteiras. Porque de cidade, coração e gente eles entendem. Movem, transformam, respiram. Torna o invisível em experiência. A terapia, em decibéis. Te olha no olho e diz: “o que sara tua ferida?”. E pra quem se dispõe, já sarou.

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