Comportamento

Experimente: novas atitudes, novos resultados

Experiência. Do latim experientĭa, em que ex (fora), peri (perímetro, limite) e entia (aprender ou conhecer) dão as mãos para formar a palavra que permite aos seres humanos expressar o ato de conhecer além das fronteiras. Um instinto que compartilhamos com os animais selvagens, de testar e descobrir, com a vantagem de que não somos gazelas prestes a ser devoradas por um guepardo faminto se errarmos nosso caminho. Se o pior não vai acontecer, portanto, não sejamos bípedes assustados por um felino-medo criado em nosso próprio peito: experimentemos.

Por Ingrid Matuoka

A foto grande mostra um dos primeiros desenhos que fiz, e as outras três são desenhos feitos após um pouco mais de prática

Brincando com formas e cores

Sem exageros, eu nunca consegui colorir dentro das linhas. Bonequinho de palito e um coração torto eram o máximo da minha expressão artística. Ainda assim, comecei a sentir uma vontade inexplicável de desenhar e colorir. Vencido o impulso de “eu não sou boa nisso, nem vou tentar”, tenho brincado com aquarela. Achei que só iria me distrair e fazer algo diferente, mas acabei descobrindo uma nova forma de acalmar as agitações da minha mente. Pintar exige muita concentração, ficar em silêncio, e ainda me ensinou a ter paciência com o meu tempo de aprendizagem. Mas, o principal, é que essa tentativa desconstruiu o mito do talento para mim. Muitas pessoas realmente têm um dom natural, e é certo que eu não o tenho. Ainda assim, isso não me impediu de fazer algo legal. O esforço, a vontade e a dedicação também me levaram a algum lugar. Claramente, não são obras de arte, mas eu também nem queria que fossem.

Por – Andreza Modesto 

IMG_2488Cadernos Artesanais

Costura, colagem, cortes, desenho, pintura, escrita, reciclagem entre outros, fazem parte dos itens que se tornaram uma forma de terapia desde o momento em que me envolvi com os cadernos artesanais.  É importante mencionar que aprendi muito durante a construção dos cadernos, principalmente no que diz respeito a desafios. O que antes era considerada uma paixão solitária, se disseminou e atraiu outros olhares, tornando-se paixões compartilhadas. Comecei a criar os cadernos de acordo com o gosto de cada pessoa que fazia suas encomendas. Nesse sentido, de acordo com as entregas, acabava por descobrir o quanto eu era capaz de tal criação. Recebia um pedido como um desafio, que ligava-se ao meu amor por criar, costurar, cuidar de cada detalhe, traço, desenho, colagem, para que no final, fôssemos gratificados – eu e a todos os envolvidos por essa arte.

Por Thaís Albiero

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Foto: arquivo pessoal

Reconecte-se com a escrita

Escreva. Simples assim. Eu sempre gostei de escrever, desde pequena; antes de entrar na graduação eu tinha um blog no qual postava textos próprios, além de colaborar com alguns sites de música. Não tinha vergonha e nem medo, escrevia o que sentia e sobre tudo o que me interessava – e sendo bem sincera, sem fazer drama, eram textos bem medianos. Comecei a cursar Estudos Literários e entrei em contato com tantos escritores maravilhosos e com tanta gente um milhão de vezes mais talentosa, que o meu interesse pela escrita arrefeceu, passei a me achar medíocre. Levou tempo para que eu me reconectasse com as palavras, foi preciso um convite para um projeto especial; senti que era a minha chance. Então, escreva. Não precisa publicar em lugar nenhum, não precisa contar para todo mundo se não quiser. Escreva para você; melhore seus próprios textos; explore as palavras. E para finalizar: a dica mais valiosa para escrever bem é, vejam só, ler. Leia muito.

Por Fernanda Figueiredo

bullet journal

Foto: @desancorando

Bullet journal

Decidi escrever em papéis o que eu precisava fazer. Em listas ou calendários, coloquei tudo em lugares bem definidos. Comprei um caderninho da Cicero Papelaria, que me permitiu começar minha agenda no meio do ano sem grandes aflições – já que eu mesma demarcaria o mês e os dias. Ver o que eu tenho que fazer, calcular quanto tempo eu tenho para isso no dia, pensar nos meus objetivos a longo prazo: mal sabia eu o quanto tudo isso me ajudaria no estresse e na ansiedade. Além de me ajudar na criatividade e nas prioridades de vida. Também adquiri mais consciência do que eu tenho feito com o meu tempo. Aprendi a demandar, pedir ajuda, dizer que não. Levo meu caderno para todo lugar, e a cada convite que recebo, abro para ver se tenho algo marcado no dia sugerido. Achava que eu não tinha tempo para escrever tudo que precisava fazer, mas vejam só: tenho vivido melhor e feito muito mais coisas que me dão prazer. Parece que tinham razão: “Disciplina é liberdade.”

Por Fabi Mariano 

iphone-2618485_1920.jpgPare de stalkear

Eu não sei quanto a vocês, mas eu quando termino um relacionamento repudio tudo que me faz lembrar a outra pessoa. Cada pequena coisa e sempre parece que elas são muitas e estão me perseguindo pela rua, na casa e por onde quer que eu vá, é uma punhalada dolorosa que alguém maldoso preparou articulosamente. É claro que depois que toda a tempestade passa eu me arrependo, mas para um pessoa tão intensa como eu, não há outro método de acabar com esses sofrimentos em doses homeopáticas que insistem em esbarrar comigo a cada passo e que no fundo eu sei que só vão passar depois de muito tempo sem contato com aquela pessoa ou – o que é melhor – se surgir alguém que preencha todo aquele vazio, mas, no tempo certo. As redes sociais dificultaram um pouco isso, a vida do outro está ali, a um clique, um deslizar de tela, uma página. É saudável? Eu não acredito que seja. Os resultados normalmente são desastrosos: como uma saudade sem cura, uma não aceitação do fim, um sofrer interna e solitariamente, um querer substituir aquela pessoa o mais rápido possível. E então o esquecimento se torna algo entre o impossível e o desastroso. Por isso, a minha dica, por mais difícil que seja, não olhe mais as redes sociais do ex. Controle-se. Eu experimentei recentemente e foi mais fácil do que achei que seria. Deixe a vida agir e seguir – eita verbo perigoso hoje em dia – sem procurar o que você não quer achar. A dica não se restringe aos relacionamentos fracassados. Seguir aquelas modelos, artistas, fotógrafos, ricos que possuem a vida – aparentemente – perfeita e irretocável lhe faz realmente bem? Não te causa uma sensação de fracasso, de não pertencimento, de injustiça? Rever as pessoas que seguimos e o que elas nos causam é uma tarefa importante para nossa saúde emocional que não deve nunca ser negligenciada.

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