Música

Melhores álbuns: não pulo nenhuma faixa

Escolhas de Thaís Albiero:

Radiohead – In Rainbows7i

A banda é mundialmente aclamada como uma das mais inovadoras dos últimos tempos, pois o quinteto britânico está sempre experimentando novos sons e maneiras de divulgar seus álbuns. Com In Rainbows não foi diferente: os fãs tiveram a chance de fazer o download do disco no estilo “pague o quanto puder (ou quiser)”. Nem preciso falar muito das músicas: em sua maioria são calmas, exploram diferentes sonoridades e acompanham o inesquecível vocal de Thom Yorke. Recomendo para todos que ainda não conhecem a banda, é um ótimo material de apresentação.

7i gotanGotan Project – Lunático

O Gotan Project é um projeto único: é a mistura do tango clássico com modernas batidas eletrônicas, uso de samples e instrumentos como o violino e o bandoneón. Os fundadores do grupo são um argentino, um suíço e um francês, completando a miscelânea de estilos tão característica da banda. Suas músicas já foram usadas em diferentes trilhas sonoras, desde novelas até filmes; em Lunático, são famosos os singles DiferenteMi Confesión, que tem a participação de rappers e uma batida puxada para o hip hop. É muito fácil ouvir qualquer álbum do Gotan Project do começo ao fim: o grupo traz ritmos gostosos e misturados de diferentes formas.

Bjork-DebutBjörk – Debut

Álbum de estreia da cantora islandesa lançado em 1993 após a dissolução do grupo The Sugarcubes. Björk dispensa apresentações. Dona timbre de voz único que alcança notas difíceis, exótica e vencedora do Polar Music Prize, o Prêmio Nobel da Música, colocam Björk entre as compositoras mais respeitadas e admiradas da música. Em Debut, as canções seguem uma tendência mais pop, mas sem deixar de apresentar os traços mais característicos da cantora. Destaque para Human Behaviour, There’s More to Life Than ThisVenus As a Boy.

 

 

Escolhas de Andreza Modesto:

*Para ouvir uma faixa do álbum em questão, clique na imagem da capa.

cd-chico-cesar-cantos-e-encontros-de-uns-tempos-pra-ca-6880-MLB5122833964_092013-F1-960x895Cantos e encontros de uns tempos pra cá (Chico César)

Para aqueles que gostam de poemas tal como eu, não se arrependerá ao ouvir o álbum Cantos e encontros de uns tempos pra cá, de Chico César. Conheci Chico aos quinze anos de idade, na sala o som estava executando a música Filme Triste, quando senti apego na hora. Desde esse dia, minha aproximação com o seu trabalho foi de lá para melhor. Na composição À Primeira Vista, sinto como quem ouve a própria história, Quando me chamou, eu vim/ Quando dei por mim, tava aqui/ Quando lhe achei, me perdi/ Quando vi você, me apaixonei. É encontro de alma, felicidade que faz a gente levantar da cama, lembrar do que viveu ou está prestes a viver, se emocionar, feito recitação de poemas que é um hábito generoso de Chico César realizar em no intervalo de suas canções.

oqvqsdvO que você quer saber de verdade (Marisa Monte)

O que você quer saber de verdade, é um daqueles álbuns que você escuta sem pular uma faixa, no aleatório ou na ordem, as emoções se proliferam, mas é parar na música Depois, e lembrar daquele estrago emocional em um corpo com a cabeça encostada na janela do ônibus. Depois é aquela sensação de ter vivido tanto, que se caso prolongasse, acabaria estragando o que foi realmente bom. E desejar que o outro seja feliz, para depois sermos, é uma declaração rara de ser dita.

ISON_ALBUM_ARTWORK_webIson (Sevdaliza)

Eu andava em um daqueles dias que as falhas do cotidiano estavam me absorvendo. Foi nesse momento, que as sugestões de músicas trouxeram Human, da cantora Sevdaliza, de origem Irani-holandêsa. Suas músicas tem uma pegada melancólica, que nos apresenta a dor como arte, trazendo com isso, uma sensação inebriante,  de acordo com as frequências baixas do som. A junção de imagem e áudio fazem parte do cenário artístico e são inseparáveis. A música se encontra no albúm Ison, junto com mais outras faixas como Marilyn Monroe, LibertineAmandine Insensible. 

 

Por Fernanda Figueiredo

capaServiço (Castello Branco)

Serviço é o meu companheiro de tristezas profundas e conscientes. Não daquela bad insuportável de fim de relação. É daquela tristeza com fundamento, necessária, de quando você reconhece que uma amizade foi embora. Ou de que você está esquecendo de você própria, da sua mãe, da sua família. Um álbum que relembra a palavra divina – individual e própria. O álbum é um processo. Não dá para pular faixa, porque cada música tem um ensinamento e um consolo.

AM (Arctic Monkeys)

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Não sei qual a melhor música desse álbum. Escuto cada uma ansiosa para as próximas, ao mesmo tempo que a que está tocando é muito boa. Disco para aproveitar o dia, a casa, a tristeza, o amor, a festa, o sexo. Apertar play e deixar lá até o silêncio ser companhia. A voz de Alex Turner é maravilhosa, as letras são boas e a melodia é muito gostosa. Músicas para embalar o que você quiser que seja embalado.

Aguas (Perotá Chingó)

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Essas meninas sempre me levam para um encontro comum. Não me sinto só quando escuto. Sinto que suas músicas tem um quê de ancestralidade e conexão. Uma coisa que junta todo mundo no mesmo barco. E que maré gostosa, viu. Lançado em agosto deste ano, escutei sem muita esperança, porque para mim seria difícil o segundo álbum superar o primeiro. Mas superou! Ficou no meu repeat vezes e vezes. E a cada vez que escutava novamente, encontrava algo novo. Ainda encontro. E convido. Vamos nesse barco?

 

Escolhas de Érika Camargo:

*Para ouvir uma faixa do álbum em questão, clique na imagem da capa.

Transa (Caetano Veloso)

transa-W320Poderia escolher vários álbuns brasileiros que escuto com prazer do início ao fim. A Tábua da Esmeralda, de Jorge Ben Jor; Da Lama ao Caos, de Chico Science & Nação Zumbi; Construção, de Chico Buarque; Alucinação, de Belchior. Mas, como três álbuns é muito pouco, escolho um representativo: Caetano é o meu ídolo-mor em matéria de música, além de ser baiano, como eu – o que me faz sentir contemplada e orgulhosa. O álbum, que contém faixas em inglês e português, foi concebido durante o exílio do compositor em Londres. Hoje, está consolidado como uma obra emblemática e essencial da música brasileira.

Brothers (The Black Keys)

The_Black_Keys_-_BrothersO disco é uma sequência de 15 hits carregados de poderoso magnetismo, entre sonoridades pesadas, sensuais ou baladinhas, mas sempre com uma pegada forte do blues. Me mantém presa e fascinada da primeira à décima quinta de suas faixas. Indico para quem gosta de indie rock em geral e The White Stripes em particular.

 

 

Magical Mystery Tour (The Beatles)

TheBeatlesMagicalMysteryTouralbumcoverNão poderia deixar de incluir um álbum dos Beatles nessa curta lista por ter marcado fortemente um momento querido específico da minha vida (eu sei, não há nada de original nisso). E afinal porque são os Beatles, oras. O disco se inicia com a convidativa faixa que nomeia o álbum, “Magical Mystery Tour”, e sentimos como que embarcando em uma viagem algo lisérgica com o quarteto fantástico. Magical Mystery Tour consolida a psicodelia da banda e é repleto de faixas icônicas, como “Hello, Goodbye”, “Strawberry Fields Forever” e “All You Need Is Love”.

 

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