Comportamento

Especial Dia dos Pais: sobre e para eles

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Reprodução/Instagram @vskafandre

 

Toda data especial vem com a possibilidade de reflexão. Neste dia dos pais, nos lembramos de filmes e livros tratam das relações entre pai e filho nas mais diversas formas, para todos os tipos de público. Bom pra pegar a pipoca, chamar o pai pro sofá e conferir lindas histórias!

Filmes:

Usagi Drop

por Lu Bento

Um jovem de 30 anos solteiro e com uma carreira em ascensão e uma menina de seis anos órfã podem formar uma família?  O filme japonês Usagi Drop (2011) nos faz acreditar que sim. Daikichi é um rapaz que vai ao funeral de seu avó e lá descobre que tem uma tia de 6 anos. A  menina é extremamente arredia com os outros parentes, que ficam chocados ao saber que o vovô tinha uma nova filha. Daikichi é o único a estabelecer uma conexão com a menina. Ao término das cerimônias de despedida do vovô, a família se reúne para decidir o que fazer com a pequena Rin, e Daikichi decide assumir a guarda para que ela não seja enviada para um abrigo.

A história fala o vínculo construído por essa inusitada dupla e das transformações na vida desse homem quando ele assume o papel de pai, incluindo um rebaixamento no emprego para ter tempo de cuidar da criança.  A maioria das situações são bem conhecidas por mães solo, mas é interessante ver um homem escolhendo cuidar de uma criança e viver todas as mudanças e adaptações que a chegada de uma criança provoca na vida.  Essa história nos mostra que o instinto de cuidado e proteção de outro ser humano não é um atributo necessariamente feminino.

A história foi originalmente contada em um mangá de Yumi Unata, que fez tanto sucesso o Japão que virou anime e, posteriormente,inspirou esse filme que chega ao Brasil pela Netflix. Os mangás em português podem ser encontrados na Amazon.

200px-The_Pursuit_of_HappynessÀ Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness)

por Thaís Albiero

O filme estrelado por Will Smith conta a história de um homem chamado Chris Gardner que enfrenta dificuldades financeiras junto com a esposa Linda e com o filho Christopher. Ele tenta sustentar a família vendendo um equipamento médico de última geração, mas considerado caro pela maioria dos profissionais. Então, Chris passa a procurar por outras alternativas de emprego e se inscreve para um estágio em uma corretora de ações; porém, não remunerado e só um candidato entre 20 seria contratado ao final do período. Ele luta obstinadamente para fazer bem seu trabalho e para cuidar do filho pequeno o melhor que conseguia.

O enredo mostra todas as dificuldades que Chris precisou enfrentar para chegar até o fim de seu estágio, tendo que dormir em albergues e até em estações de trem, sem nunca deixar de cuidar de Christopher – interpretado por Jaden Smith, filho de Will Smith. É uma obra inspiradora, pois o roteiro do filme é baseado na história real de Chris Paul Gardner, hoje em dia empresário, investidor e corretor da bolsa. É um relato de esperança, de superação e do amor incondicional de um pai pelo seu filho. A atuação de Will Smith rendeu a ele uma indicação ao Oscar. Um belo filme para assistir no Dia dos Pais.

Interestelar (Interstellar)

Por Érika Camargo

timthumbRelação de pai e filha é o eixo emocional que guia o enredo desse Sci-Fi distópico. Como acontece nos melhores filmes do gênero, o elemento mais notável não é tecnológico, e sim humano. Cooper (Matthew McCounaughey) é designado para participar de uma missão interestelar que pode ser a única chance de salvação de um Planeta Terra arrasado, sob constantes tempestades de areia que põem tudo abaixo de pó. Para realizar essa tarefa, Cooper é obrigado a deixar a sua família, inclusive sua filha Murphy (personagem interpretado por Mackenzie Foy quando criança e por Jessica Chastain quando adulta) com quem tem uma ligação muito forte, sob riscos prováveis de nunca mais terem a chance de se reencontrar.

A esperança do futuro de todo o Planeta repousa no amor entre pai e filha nesse filme dirigido por Cristopher Nolan, que nos toca com temas fascinantes, como a hipótese de um futuro apocalíptico para a Terra, o desbravamento do universo pelo homem, buraco de minhoca – uma espécie de atalho imaginado através do espaço e do tempo – e universo multidimensional, além de toda carga comovente da relação entre os dois. A cereja do bolo são as magníficas interpretações de McCounaughey, Jéssica Chastain e Anne Hathaway. Imperdível!

open-uri20150422-12561-132fngu_d1bb9d28Procurando Nemo

por Fabi Mariano

Lançado em 2003, Procurando Nemo é um dos meus filmes preferidos da Pixar – e como é difícil escolher um filme preferido da Pixar. Com o artifício e amabilidade que só os desenhos conseguem ter, a empresa de animação mais amada do mundo sempre consegue tocar em temas difíceis com a leveza do sorriso de uma criança. Arranca a alegria dos pequenos e a emoção mais latente dos adultos. Com Procurando Nemo não é diferente. A história do peixe palhaço, Marlin, que perde os filhos e a esposa após uma tragédia familiar, já começa marejando os olhos e apertando o coração. A promessa ao único filho sobrevivente, Nemo, que nada lhe aconteceria abre-alas para uma questão dolorosa e pertinente a todos que se propõem a enfrentar, sozinhos ou em casal, a complexa tarefa de criar uma criança: é impossível preservá-la dos sofrimentos da vida. Superprotetor, Marlin enfrenta uma aventura para resgatar o filho após vê-lo desaparecer do seguro coral em que habitam e nunca saem. Ao sair da redoma de segurança em que se colocou prisioneiro para proteger – em vão – o filho, Marlin se dá conta do quanto estava cerceando a liberdade de Nemo, tirando a oportunidade do pequeno peixe de viver e aprender sobre o mundo. É uma jornada de autoconhecimento e aprendizado que se ampara em personagens doces e amigos que Marlin encontra pelo caminho para ajudá-lo na tarefa de reencontrar Nemo, como a atrapalhada e encantadora Dory e as tranquilas e amáveis tartarugas marinhas Crush e Esguicho. O enredo nos mostra com cautela e eficiência como temos que deixar que os filhos passem por suas próprias experiências para se tornarem fortes e prontos para enfrentarem as dificuldades da vida. O melhor que os pais podem fazer é criar laços fortes de afeto para que os valores e a confiança sejam sempre alicerces nas escolhas dos caminhos que os pequenos irão trilhar, para que haja uma boa casa para onde um bom filho irá sempre retornar. Custe o que custar.

Livro:

Do Seu Pai

Por Fernanda Figueiredo

O “Do Seu Pai” é um livro de Pedrinho Fonseca sobre o nascimento de um pai que se constrói com cartas para seus filhos. A obra é cheia de poesia direcionadas à João, Irene e Teresa – nomes de todos seus filhos na época do livro. De brinde, também tem carta para Lua, sua esposa. Afinal, para ser pai, é preciso ter mãe. Mas o que mais me impressiona é que o “Prólogo” é escrito pelo pai do autor. Afinal, para ser pai, é preciso ter pai. Mesmo um pai que, em algum momento, se reconheçe ausente e quase o contrário do que Pedrinho tenta ser.

De carta em carta, durante a leitura vamos entrando em frequências de afeto, empatia, cuidado e escuta. Presença. É um desses livros que a gente lê uma página de tempos em tempos para não ficar com medo de acabar logo. Outras vezes, demoramos tanto para trabalhar melhor aquela questão com nós mesmos, com nosso pai, ou com nosso filho. Percebemos a clara conexão com o outro, sustentada por fotografias reais de sentimentos reais. É um desses livros feito boas obras de arte: para não riscar e revisitar sempre.

 

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