Literatura

25 de julho: Dia do Escritor

Cada escritor é, consideravelmente, um leitor assumido. Nossos predecessores nos influenciaram a ter a consciência de que a vida acaba e a escrita resiste ao tempo. Tal como diz Platão, “Uma vida irrefletida não vale a pena ser vivida”. Os maiores gênios partiram não como meros mortais, mas se imortalizaram em palavras, pensamentos que refletem e se tornam atemporais.

Ser escritor não é exigir de si, é ser você para aquém e para além, é tornarmos de fato, a escrita interminável de nós mesmos, à procura de um pedaço de papel, de letras organizadas no teclado do celular ou computador, prestes a serem clicadas pelos dedos ágeis. Intermitentemente. Seja qual for o caminho, o destino é mergulhar dentro de si, ser tomado por um espírito navegador, prestes a chegar do outro lado do rio e perceber que não é mais o mesmo.

A escrita perdoa, ensina, aprende, dói, desabafa, emociona, chora, ri, sente, reflete e espanta os maus espíritos. A escrita sangra feita pós – guerra de Marte nos campos de batalha. É ser a deusa Íris a levar as palavras imortais que transcendem a alma e se perpetuam na história. Caso peçam explicações do que é ser um escritor, emprestamos as palavras de Clarice – “sou amadora, escrevo para me libertar, não há momento exato, tenho apenas inspiração”. Ou como disse Rainer Maria Rilke, na carta em resposta a um jovem, quando pediu conselhos sobre tornar-se um escritor:

“Ninguém pode aconselhá-lo e ajudá-lo, ninguém. Volte-se para si mesmo. Investigue o motivo que o impele a escrever; comprove se ele estende as raízes até o ponto mais profundo do seu coração, confesse a si mesmo se o senhor morreria caso fosse proibido de escrever. Sobretudo isto: pergunte a si mesmo na hora mais silenciosa de sua madrugada: preciso escrever? Desenterre de si mesmo uma resposta profunda. E, se ela for afirmativa, se o senhor for capaz de enfrentar essa pergunta grave com um forte e simples “Preciso”, então construa sua vida de acordo com tal necessidade; sua vida tem de se tornar, até na hora mais indiferente e irrelevante, um sinal e um testemunho desse impulso. Então se aproxime da natureza. Procure, como o primeiro homem, dizer o que vê e vivencia e ama e perde”.

Categorias:Literatura

Marcado como:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s